Sábado passado rolou a JediCon SP 2009, convenção de fãs de Star Wars que, este ano, comemorou 10 anos. As JediCons são organizadas pelos Conselhos Jedi de cada estado. As três primeiras foram anuais no Rio e em São Paulo, mas a partir de 2002 foram várias JediCons por ano com outros estados se juntando à festa: DF, MG, RS, PR, todos eles já organizaram suas JediCon.

Este ano, no entanto, foi muito especial. O Conselho Jedi São Paulo caprichou na organização. A comemoração de 10 anos foi à altura da data, com a participação de Jeremy Bulloch, que interpreta Boba Fett na Trilogia Clássica. Mr. Bulloch chegou em São Paulo na quarta-feira, fez uma noite de autógrafos na quinta-feira, passou pela montagem do evento na sexta e no sábado estava lá no espaço, sempre acompanhado de sua esposa Maureen, e com o pique para um dia inteiro de autógrafos. Sem dúvida, o ponto mais alto de um evento cheio de pontos altos.

Cuidado com Jeremy Bulloch!

Cuidado com Jeremy Bulloch!

Mr. Bulloch foi, realmente, um gentleman, e sua esposa uma lady. Sempre cordiais, sem estrelismos. Depois da noite de autógrafos na quinta, quando a produção ia sair para jantar, em vez de aceitar a oferta para voltarem ao hotel, os dois quiseram ir comer com o pessoal. Num dos momentos mais surreais da minha vida, me vi na praça de alimentação do Market Place tomando uma cerveja com Boba Fett. Ele sentou no meio da galera e lá ficou, conversando, perguntando sobre o Brasil e sobre São Paulo.

No sábado, quando Boba Fett subiu ao palco, o auditório estava lo-ta-do. E Mr. Bulloch não desapontou: mesmo depois de horas sentado autografando fotos, estava super bem-humorado, contando piadas e certo de que a Inglaterra ganharia do Brasil no jogo que estava rolando (arram). Ele contou, por exemplo, que seu teste para Boba Fett aconteceu quando Império já estava sendo rodado. O teste foi, basicamente, vestir a fantasia. Assim que ele colocou tudo, recebeu um “bem-vindo à bordo” e as 4 falas que teria que dizer. E ele ainda conseguiu errar uma delas! Quando Boba está ordenando que os stormtroopers coloquem Han Solo congelado na Slave 1, ele diz: “put Captain Solo in the cargo hold”. Mas Jeremy acabou falando “put Captain cargo in the Solo hold”. A platéia se acabou de rir.

Boba Fett na JediCon

O presidente do CJSP Marcelo Forchin, Cadu Chicaroni, Jeremy Bulloch e Roberto Fabrício

Jeremy ainda falou sobre George Lucas, que ele considera um gênio por conseguir manter SW vivo. Ele até brincou:

- Algumas crianças até gostam de Jar Jar Binks!

Para ele, foi muita sorte o que aconteceu com Boba Fett, que de personagem terciário virou um dos favoritos dos fãs, e hoje tem toda uma cultura (a dos Mandalorianos) criada em torno dele. Quando perguntam a ele o que conseguiu na vida, ele diz:

- Ainda estou trabalhando, eu sou um selo, sou um Lego. O que mais poderia querer?

Ele conta que após uma convenção, estava e casa com um dos filhos e se empolgou falando sobre um relógio do Boba Fett que ganhou. Seu filho foi sucinto: “pai, você é patético”. Outro de seus filhos ainda deu uma zoada em outra ocasião: “não é engraçado, pai? Você colocou um balde na cabeça e ficou famoso”.

Para Jeremy, seu melhor momento nos filmes foi colocar Han Solo (que é seu personagem favorito em SW depois de Boba – em terceiro está Jabba the Hutt) no compartimento de carga da Slave 1. Se ele fosse Jabba, Jeremy disse, ele teria trancado Solo em algum lugar, e não deixado ele exposto, porque era óbvio que Solo conseguiria fugir. Para ele, Han é o segundo personagem mais perigoso de Star Wars (o primeiro é Boba Fett, claro. Quando ele disse isso, alguém na platéia gritou Jar Jar Binks e acabou ganhando um olhar e uma apontada com jeito de “te pego lá fora”. Jeremy ainda falou, com voz de Boba Fett (ou o mais próximo disso 30 anos depois e sem efeitos):

- Jar jar Binks será destruído. Ewoks também.

E a platéia delirando.

Quanto ao destino de Boba Fett, que em O Retorno de Jedi é engolido pelo Sarlacc para ser digerido por 1000 anos, Jeremy não tem dúvidas: o caçador de recompensas continuou vivo dentro do Sarlacc. Como o estômago do bicho é muito espaçoso, ele abriu um restaurante lá dentro, hotéis, criou um time de futebol e começou a cobrar aluguel das outras pessoas que caíram. Boba fett ganhou muito dinheiro, pode até estar no Brasil agora, quem sabe?

Falando em Brasil, Jeremy ficou encantado com o que viu aqui (e ele nem foi ao Rio de Janeiro! :P ), especialmente com os fãs brasileiros. Ele esperava uma recepção calorosa, mas o que encontrou foi além de suas expectativas. Ele mencionou que estava honrado porque, com tantos outros atores mais conhecidos, o pessoal do CJSP o escolheu para vir. Ele nunca imaginou que viria ao Brasil e adorou a oportunidade, pois é fã do futebol brasileiro. Tanto que uma de suas exigências foi conhecer um estádio de futebol: na sexta ele foi ao Museu do Futebol, no Pacaembu, e adorou. Disse que gostou de conhecer mais sobre alguns ídolos e citou Garrincha, Didi, Pelé e outros, que foram inspiração em sua época de jogador de futebol amador (ele era centroavante). Inclusive, Mr. Bulloch disse que está pensando em fazer testes para jogar pela Seleção Brasileira…

O próximo craque brasileiro?

O próximo craque brasileiro?

Mas, no fim das contas, o que deu certo mesmo foi a carreira de ator. Jeremy disse que Boba Fett foi seu trabalho pelo qual teve mais reconhecimento, mas aqueles que foram os melhores que já fez foram três peças de teatro.  Quando perguntado sobre a diferença no processo de produção da primeira para a segunda trilogia SW, Mr. Bulloch disse que trabalhar com blue screen nunca é bom, porque o ator perde as referências espaciais. Sobre as produções de hoje, ele disse que não gosta das edições frenéticas e câmeras rápidas, prefere ver a cena crescer e hoje isso não é possível. E ainda afirmou:

- Em 30 anos, não precisarão mais de atores.

Nem só de Jeremy Bulloch se faz uma JediCon

O evento teve outras atrações, como as já tradicionais palestras e o concurso de fantasias, que a cada ano surpreende mais. As apresentações do coral Coruscanto e do grupo de teatro G3TO empolgaram a platéia. Mas, para mim, o ponto alto do evento (depois de Jeremy Bulloch) foi a apresentação da Banda Marcial de Cubatão.

Banda Marcial de Cubatão

Banda Marcial de Cubatão

A banda é um projeto sócio-cultural da Prefeitura de Cubatão que envolve jovens da cidade. Eles levaram 40 músicos, que regidos pelo maestro Alexandre Gomes, emocionaram a platéia. A primeira música foi um medley dos temas mais importantes da saga, e confesso que na hora que começaram o tema da Princesa Leia eu já estava chorando de soluçar. Ainda bem que, olhando em volta, não era a única. Depois, a banda apresentou um medley de Piratas do Caribe e, para fechar, músicas de Pearl Harbor.

Sério, eram 40 músicos, mas pareciam 100. O som deles é impressionante, a qualidade dos músicos idem. O CJSP está de parabéns por ter conseguido trazê-los.

Reencontros

Pessoalmente, essa Jedicon teve uma emoção especial porque foi a hora de reencontrar os Knights of the Old Republic, a velha guarda que organizou a primeira JediCon e que eu não via há anos. Um dos amigos que revi eu realmente não via desde 1999. Foi legal ver que o que construímos lá atrás, quando nem sonhávamos em trazer atores ou em fazer eventos em lugares tão amplos como o de sábado, cresceu e deu frutos. A galera que pegou a tocha não só não a deixou cair, como ainda a levantaram mais.

Knights of the Old Republic

Knights of the Old Republic

Neste sábado eu aproveitei o evento, mas sei bem como é estar nos bastidores, o corre-corre e nervosismo durante o dia, e a sensação de realização no final. É muito bom ver a felicidade da galera andando pelos corredores, comentando atrações, e comentando nas listas depois. Parabéns ao CJSP por ter dado aos fãs um fim de semana inesquecível!

O GeoCities fecha hoje. Eu sou uma pessoa meio nostálgica, e em datas como esta sempre rolam os momentos “lembra quando…”. Mais especificamente, estou lembrando como era acessar a internet em 1996, quando comecei a navegar no meu Aptiva 486 DX4-100, que tinha de HD menos do que eu tenho de memória RAM hoje.
Antes da internet, enquanto minha mãe relutava para liberar o acesso à (e a conta do telefone, como fica?), eu usava o HyperTerminal do Windows para conversar com meus amigos da escola. Nem lembro dos comandos hoje, só que envolviam vários “a”s. Mas quando fiz aquele primeiro contrato com o Openlink, a vida mudou. Com a potência do meu modem de 14.4Kbps, eu podia navegar pelo mundo todo! Páginas de fãs de Lois & Clark, letras de músicas, páginas e páginas sobre Star Wars. Eu tinha uma mega coleção de arquivos de áudio e imagens dos filmes, que eu perdi em algum HD formatado ou CD perdido. Aliás, CD nada, nessa época ainda era disquete de 3 1/2″. Além disso, ainda tinha os fanlistings, muita gente colocava em uma página do GeoCities (porque a chance de ser outro serviço nessa época era pequena) seus números de ICQ para conhecer outros fãs. Conheci muita gente de fora e alguns brasileiros fãs de Star Wars dessa maneira.
Meu primeiro contato com pessoas em tempo real na internet não foi pelo chat do UOL, eu odiava aquilo. Achava aquele chat pela web ruim, demorava para carregar. Então, entrei no IRC. Dependendo do canal, era tudo muito engraçado. Mas eu também não queria conversar com o pessoal daqui, porque com brasileiro eu falava todo dia, oras. Vou entrar nas redes de IRC americanas: Undernet, Dalnet, Efnet. Conheci um menino inglês que chegou a me ligar algumas vezes, mas a gente sempre se desencontrava e eu nunca consegui atendê-lo. Aos poucos, o mundo ia se abrindo.
O grande salto veio com as listas de discussão. Aí eu mergulhei de vez. A primeira lista brasileira que entrei foi da Virtualand, de Star Wars também. Entendam, já era 1999 e além de ter pirado em ver as Edições Especiais no cinema, essa era a época da espera por Episódio 1 (ah, se eu soubesse naquela época o que sei hoje). Foi então que além de usar a internet para ir para os confins do mundo, comecei a conhecer, através dela, gente muito boa daqui também. E o resto é história.
Audiofind, Napster, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus, Soulseek. mIRC, SWScript, ICQ, MSN, Gtalk. Eudora, Outlook Express, Gmail. Jedi Knight, WarCraft III, World of Warcraft. QUem está nessa desde o início já passou por muita coisa. E eu lembro como era antes. Por isso, no que muitos podem chamar de atitude elitista ou geek ao extremo, fico um pouco espantada com quem acha que a internet se resume a orkut + MSN. IMs e redes sociais têm seu papel importantíssimo, mas limitar sua experiência na rede a isso é perder a chance de expandir horizontes para além do seu quarto. Estamos na era da comunidade por interesses tendo um papel tão importante quanto a comunidade geográfica. Eu não consigo me imaginar de fora disso, e não consigo entender pessoas que não dão valor ao que a internet representa, não enxergam o tamanho e a quantidade de possibilidades.
Enfim, para deixar a nostalgia no ar, dois links. O primeiro é o xkcd, que preparou uma homenagem ao GeoCities. E o segundo é uma coleção de gifs de páginas em construção. Ah, meus tempos.

O GeoCities fecha hoje. Eu sou uma pessoa meio nostálgica, e em datas como esta sempre rolam os momentos “lembra quando…”. Mais especificamente, estou lembrando como era acessar a internet em 1996, quando comecei a navegar no meu Aptiva 486 DX4-100, que tinha de HD menos do que eu tenho de memória RAM hoje.

Antes da internet, enquanto minha mãe relutava para liberar o acesso à (e a conta do telefone, como fica?), eu usava o HyperTerminal do Windows para conversar com meus amigos da escola. Nem lembro dos comandos hoje, só que envolviam vários “a”s. Mas quando fiz aquele primeiro contrato com o Openlink, a vida mudou. Com a potência do meu modem de 14.4Kbps, eu podia navegar pelo mundo todo! Páginas de fãs de Lois & Clark, letras de músicas, páginas e páginas sobre Star Wars. Eu tinha uma mega coleção de arquivos de áudio e imagens dos filmes, que eu perdi em algum HD formatado ou CD perdido. Aliás, CD nada, nessa época ainda era disquete de 3 1/2″. Além disso, ainda tinha os fanlistings, muita gente colocava em uma página do GeoCities (porque a chance de ser outro serviço nessa época era pequena) seus números de ICQ para conhecer outros fãs. Conheci muita gente de fora e alguns brasileiros fãs de Star Wars dessa maneira.

Meu primeiro contato com pessoas em tempo real na internet não foi pelo chat do UOL, eu odiava aquilo. Achava aquele chat pela web ruim, demorava para carregar. Então, entrei no IRC. Dependendo do canal, era tudo muito engraçado. Mas eu também não queria conversar com o pessoal daqui, porque com brasileiro eu falava todo dia, oras. Vou entrar nas redes de IRC americanas: Undernet, Dalnet, Efnet. Conheci um menino inglês que chegou a me ligar algumas vezes, mas a gente sempre se desencontrava e eu nunca consegui atendê-lo. Aos poucos, o mundo ia se abrindo.

O grande salto veio com as listas de discussão. Aí eu mergulhei de vez. A primeira lista brasileira que entrei foi da Virtualand, de Star Wars também. Entendam, já era 1999 e além de ter pirado em ver as Edições Especiais no cinema, essa era a época da espera por Episódio 1 (ah, se eu soubesse naquela época o que sei hoje). Foi então que além de usar a internet para ir para os confins do mundo, comecei a conhecer, através dela, gente muito boa daqui também. E o resto é história.

Audiofind, Napster, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus, Soulseek. mIRC, SWScript, ICQ, MSN, Gtalk. Eudora, Outlook Express, Gmail. Jedi Knight, WarCraft III, World of Warcraft. Quem está nessa desde o início já passou por muita coisa. E eu lembro como era antes. Por isso, no que muitos podem chamar de atitude elitista ou geek ao extremo, fico um pouco espantada com quem acha que a internet se resume a orkut + MSN. IMs e redes sociais têm seu papel importantíssimo, mas limitar sua experiência na rede a isso é perder a chance de expandir horizontes para além do seu quarto. Hoje as comunidade por interesses tem um papel tão importante quanto a comunidade geográfica. Eu não consigo me imaginar de fora disso, e não consigo entender pessoas que não dão valor ao que a internet representa, não enxergam o tamanho e a quantidade de possibilidades.

Enfim, para deixar a nostalgia no ar, dois links. O primeiro é o xkcd, que preparou uma homenagem ao GeoCities. E o segundo é uma coleção de gifs de páginas em construção. Ah, meus tempos.

O New York Daily News publicou uma galeria com os atores de Top Gun e o que eles andam fazendo agora. Claro que todos nós sabemos que Tom Cruise casou com a Katie Holmes e anda pulando pelos sofás da vida, mas e Kelly McGillis? Por onde anda Slider? E que ator de Heroes era um Top Gun (essa foi um choque para mim)? Cliquem aqui e descubram!

Quero dar uma procurada neste baú e encontrar alguns memes cláááássicos dos últimos 13 anos de internet.

Lembram desse? Depois dele, nunca mais consegui ouvir I Will Survive da mesma maneira.

Esta frase foi um perfeito encerramento para os dois primeiros episódios da 6a. temporada de Grey’s Anatomy.

Todo mundo já sabia que quem ia morrer era George, já que T.R. Knight anunciou bem antes do início da temporada que ia sair da série. Honestamente, acho que foi a melhor solução para ele, porque era notório que George já não tinha mais nenhum propósito ali. Mas foi triste acompanhar toda a situação, desde o último episódio da 5a. temporada até o momento em que Cristina se dá conta de que George O’Malley está morto.

Nestes dois episódios, me dei conta de várias coisas que gosto em Grey’s. Primeiro, não consigo achar um ator no elenco que seja fraco; todos eles brilham em algum momento, e quando não estão brilhando ainda assim são sensacionais. Menção especial nestes episódios para Sara Ramirez, pela cena em que ela confronta o Chefe. E Chandra Wilson é hors concour. Segundo, eu adoro que, mesmo no meio de tanta desgraça, sempre há um momento em que GA me mata de rir. Desta vez foi Cristina sendo rude por causa da falta de sexo, ou Arizona descobrindo o porquê do apelido de Derek ser McDreamy. Mais do que tudo, eu gosto que GA seja uma série que emociona. Lembram da vinheta da Warner “Fulano nos faz sentir”? GA me faz sentir, sempre.

Ah! Martha Plimpton era a atriz convidada dos episódios, como a mãe do menino com dores nas costas. Lembram dela? A Stef, dos Goonies! Ela estava ótima como a mãe desesperada com o filho sentindo dores e sem diagnóstico. Na hora em que ela implora ajuda para Arizona, conseguiu o olhar perfeito, de medo e desespero.

Meu amigo Paul passou aqui em casa semana passada com algumas coisas boas.
Finalmente consegui assistir Glee: vi os quatro primeiros episódios até agora
e já deu para ver que a série é uma produção de primeira linha. Mas confesso
que não achei que seja a salvação de nossas TVs como estão falando por aí.
Glee se passa em uma escola em que todos, do loser ao quarterback, sabem
cantar perfeitamente. Até aí tudo bem, nada diferente de qualquer musical. E
todos os personagens de filmes sobre a high school americana estão lá: o
professor idealista, o jogador de futebol de bom coração que tem que manter a
reputação, as cheerleaders malvadas, a mocinha que faz parte do grupo dos
losers mas quer ser popular. Nada que não tenhamos visto antes.
Além disso, alguns dos episódios que vi tem um tom de auto-ajuda que fica muito evidente. “Tenha confiança”, “não tenha medo de ser quem você é” etc etc. Mesmo este sendo o tema da série, a mensagem podia ser mais sutil.
Mas a série tem ótimos momentos. Os números musicais fazem a diferença: os atores tem ótimas vozes, as coreografias são interessantes, e a escolha do repertório é o que tem chamado a minha atenção até agora. O episódio em torno de Single Ladies, da Beyoncé, arrancou risadas genuínas de mim. E o primeiro grande número musical com Don’t Stop Believing, do Journey, empolgou. Além disso, alguns diálogos e tiradas são muito bem sacados.
Entre os personagens, não tem como não torcer por Will (Matthew Morrison) e Emma (Jayma Mays). Ela é uma maníaca por limpeza apaixonada pelo professor Will, o responsável pelo Glee Club que está preso em um casamento infeliz, dividido entre seguir suas paixões e correr atrás do dinheiro. E Jane Lynch acerta mais uma vez com a técnica de cheerleaders Sue Sylvester. Ela realmente não parece ter nenhum sentimento dentro dela que não seja a vontade de vencer e de esmagar as pessoas de quem não gosta. Parece horrível, e é, mas alguns dos momentos mais engraçados são dela..
Vou continuar acompanhando Glee, principalmente porque sou fã de musicais e a série é divertida. Mas não pulou para o topo das minhas séries favoritas, nem de longe.

Meu amigo Paul passou aqui em casa semana passada com algumas coisas boas.  Finalmente consegui assistir Glee: vi os quatro primeiros episódios até agora e já deu para ver que a série é uma produção de primeira linha. Mas confesso que não achei que seja a salvação de nossas TVs como estão falando por aí.

Glee se passa em uma escola em que todos, do loser ao quarterback, sabem cantar perfeitamente. Até aí tudo bem, nada diferente de qualquer musical. E todos os personagens de filmes sobre a high school americana estão lá: o professor idealista, o jogador de futebol de bom coração que tem que manter a reputação, as cheerleaders malvadas, a mocinha que faz parte do grupo dos losers mas quer ser popular. Nada que não tenhamos visto antes.

Além disso, alguns dos episódios que vi tem um tom de auto-ajuda que fica muito evidente. “Tenha confiança”, “não tenha medo de ser quem você é” etc etc. Mesmo este sendo o tema da série, a mensagem podia ser mais sutil.

Mas a série tem ótimos momentos. Os números musicais fazem a diferença: os atores tem ótimas vozes, as coreografias são interessantes, e a escolha do repertório é o que tem chamado a minha atenção até agora. O episódio em torno de Single Ladies, da Beyoncé, arrancou risadas genuínas de mim. E o primeiro grande número musical com Don’t Stop Believing, do Journey, empolgou. Além disso, alguns diálogos e tiradas são muito bem sacados.

Entre os personagens, não tem como não torcer por Will (Matthew Morrison) e Emma (Jayma Mays). Ela é uma maníaca por limpeza apaixonada pelo professor Will, o responsável pelo Glee Club que está preso em um casamento infeliz, dividido entre seguir suas paixões e correr atrás do dinheiro. E Jane Lynch acerta mais uma vez com a técnica de cheerleaders Sue Sylvester. Ela realmente não parece ter nenhum sentimento dentro dela que não seja a vontade de vencer e de esmagar as pessoas de quem não gosta. Parece horrível, e é, mas alguns dos momentos mais engraçados são dela..

Vou continuar acompanhando Glee, principalmente porque sou fã de musicais e a série é divertida. Mas não pulou para o topo das minhas séries favoritas.

Como parte da cobertura da Game Developers Conference em Austin, o Gamasutra publicou um artigo sobre o backstage em World of WarCraft. Resumindo, são 20.000 sistemas, 75.000 CPUs, 1.3 petabytes armazenados, que controlam 7.650 quests, 70.000 spells, 40.000 NPCs e 5.5 milhões de linhas de código.
Impressionante? Eu também acho.
Eu admito que sou fã da Blizzard. Na comunidade de MMOs, por ser o mais popular, o WoW é muitas vezes visto . Bom, podem me chamar do que quiserem, mas a verdade é que ainda não encontrei um MMO que me divirta tanto quanto World of WarCraft, com sua estética steampunk+fantasia, suas piadas internas para quem conhece o jogo há muito tempo e referências à cultura pop em cada cidade.
Só que, mais do que tudo isso, a Blizzard soube construir uma mitologia em torno de personagens que nós já conhecíamos, e de quem já gostávamos, desde o primeiro RTS – WarCraft: Orcs & Humans, de 1994. É por isso que passei a admirar ainda mais a empresa com o próximo passo que ela planejou para essa mitologia: a próxima expansão do WoW, Cataclysm.
Aqui vale uma explicação para quem não conhece o jogo. Quando foi lançado, em 2004, o mundo de World of WarCraft, chamado Azeroth, só tinha dois continentes: Eastern Kingdoms e Kalimdor. Em cada uma das duas expansões um continente é adicionado e o que vem antes passa a ser apenas um lugar por onde você precisa passar para subir de nível.
Ou seja, desde 2004 os dois continentes iniciais do jogo não vêem muitas mudanças, tendo sido postos de lado por jogadores e pela própria Blizzard em favor dos novos continentes. Mas Eastern Kingdoms e Kalimdor ainda são os continentes onde um jogador passa mais tempo subindo de nível, e é onde estão as figuras e lugares mais reconhecíveis do lore de WarCraft.
Por isso, a Blizzard tomou a decisão mais esperada por todos os jogadores. Ela vai destruir Azeroth.
Mas como assim, Bial?
É isso aí, caos, fogo e destruição são os planos da Blizzard para o mundo de WarCraft no ano que vem. Em um passo que eu considero corajoso, a empresa decidiu que, em vez de apenas atualizar Azeroth utilizando as novas tecnologias desenvolvidas por ela nos últimos anos, ela vai modificar o mundo, destruir cidades já velhas conhecidas dos jogadores, criar abismos de lava onde antes existiam apenas estradas e abrir novas áreas no mapa. Para se ter idéia do tamanho do trabalho, deve-se dizer que só Kalimdor é maior que Northrend.
A história por trás do cataclisma é a seguinte: o líder dos Dragões Negros, Deathwing, se tornou inimigo de basicamente todo o mundo há muito tempo. Após sua última derrota, ele se refugiou no plano dos elementais de terra para recuperar sua força. Quando estiver com seus poderes de volta, Deathwing vai romper o plano elemental e voltar para Azeroth, e este rompimento envolve um poder tão grande que vai alterar a face do mundo quando acontecer.
Para a Blizzard, esta é a chance de modificar Azeroth para atender um público que mudou muito nos últimos 5 anos. Hoje, jogadores casuais são a maioria no jogo, e apesar de não quererem dedicar muito tempo a ele, também querem ver todo o conteúdo antes acessível apenas para os gamers mais hardcore, e que só fica disponível ao se atingir o level cap (que hoje é 80). Além disso, é do interesse da empresa que seus jogadores atuais criem nvos personagens, e que os novos jogadores tenham como primeira impressão um mundo em que subir de nível seja tão divertido quanto fazer o conteúdo do fim do jogo.
Por isso, além de mudar a geografia das áreas, a Blizzard também vai melhorar a experiência de leveling e introduzir duas novas raças ao jogo, Goblins e Worgens. As montarias voadoras, antes só usadas nas expansões, também poderão ser usadas no velho mundo. Dungeons antigos terão novas versões, velhos inimigos estarão de volta em novas áreas, e figuras importantes do lore, como Malfurion Stormrage, serão personagens principais nesta nova fase. As mecênicas do jogo também serão modificadas, com muitos atributos sendo simplificados. Muitos dizem que o jogo está sendo simplificado demais, mas os theorycrafters e adeptos da matemática certamente ainda terão com o que se divertir.
Eu jogo World of WarCraft há apenas dois anos e duas expansões. Fiquei realmente impressionada com o trabalho da Blizzard em Wrath of the Lich King, que praticamente introduziu um novo jogo. Mas depois de ler tudo o que vem por aí com a versão 4.0, sei que ainda não vimos nada. Mal posso esperar pelas novidades. For the Alliance!

World of WarCraftComo parte da cobertura da Game Developers Conference em Austin, o Gamasutra publicou um artigo sobre o backstage em World of WarCraft. Resumindo, são 20.000 sistemas, 75.000 CPUs, 1.3 petabytes armazenados, que controlam 7.650 quests, 70.000 spells, 40.000 NPCs e 5.5 milhões de linhas de código.

Impressionante? Eu também acho.

Eu admito que sou fã da Blizzard. Na comunidade de MMOs, por ser o mais popular, o WoW é muitas vezes visto como fraco, ou jogo só para crianças e adolescentes que não querem pensar. Bom, podem me chamar do que quiserem, mas a verdade é que ainda não encontrei um MMO que me divirta tanto quanto World of WarCraft, com sua estética steampunk+fantasia, suas piadas internas e referências à cultura pop em cada cidade e lutas épicas.

Só que, mais do que tudo isso, a Blizzard soube construir uma mitologia em torno de personagens que nós já conhecíamos, e de quem já gostávamos, desde o primeiro RTS – WarCraft: Orcs & Humans, de 1994. É por isso que passei a admirar ainda mais a empresa com o próximo passo que ela planejou para essa mitologia: a próxima expansão do WoW, Cataclysm.

Aqui vale uma explicação para quem não conhece o jogo. Quando foi lançado, em 2004, o mundo de World of WarCraft, chamado Azeroth, só tinha dois continentes: Eastern Kingdoms e Kalimdor. Em cada uma das duas expansões seguintes – The Burning Crusade e Wrath of the Lich King – um continente foi adicionado e o que veio antes passou a ser apenas um lugar por onde você precisa passar para subir de nível.

Ou seja, desde 2004 os dois continentes iniciais do jogo não vêem muitas mudanças, tendo sido postos de lado por jogadores e pela própria Blizzard em favor dos novos continentes. Mas Eastern Kingdoms e Kalimdor ainda são os continentes onde um jogador passa mais tempo subindo de nível, e é onde estão as figuras e lugares mais reconhecíveis do lore de WarCraft.

Por isso, a Blizzard tomou a decisão mais esperada por todos os jogadores. Ela vai destruir Azeroth.

Mas como assim, Bial?

É isso aí, caos, fogo e destruição são os planos da Blizzard para o mundo de WarCraft no ano que vem. Em um passo que eu considero corajoso, a empresa decidiu que, em vez de apenas atualizar Azeroth utilizando as novas tecnologias desenvolvidas nos últimos anos, ela vai modificar o mundo, destruir cidades já velhas conhecidas dos jogadores, criar abismos de lava onde antes existiam apenas estradas e abrir novas áreas no mapa. É um trabalho muito maior do que apenas adicionar um novo continente ao mundo: Kalimdor e Eastern Kingdoms são maiores do que os dois outros continentes adicionados nas expansões.

A história por trás do cataclisma é a seguinte: o líder dos Dragões Negros, Deathwing, se tornou inimigo de basicamente todo o mundo há muito tempo. Após sua última derrota, ele se refugiou no plano dos elementais de terra para recuperar sua força. Quando estiver com seus poderes de volta, Deathwing vai romper o plano elemental e voltar para Azeroth, e este rompimento envolve um poder tão grande que vai alterar a face do mundo quando acontecer.

Para a Blizzard, esta é a chance de modificar Azeroth para atender um público que mudou muito nos últimos 5 anos. Hoje, jogadores casuais são a maioria no jogo, e apesar de não quererem dedicar muito tempo a ele, também querem ver todo o conteúdo antes acessível apenas para os gamers mais hardcore, e que só fica disponível ao se atingir o level cap que hoje é 80: o chamado conteúdo endgame. Além disso, é do interesse da empresa que seus jogadores atuais criem novos personagens e gastem mais tempo no jogo, e que os novos jogadores tenham como primeira impressão um mundo em que subir de nível seja tão divertido quanto fazer o conteúdo endgame.

Por isso, além de mudar a geografia das áreas, a Blizzard também vai melhorar a experiência de leveling e introduzir duas novas raças ao jogo, Goblins e Worgens, e raças já existentes terão novas opções de classes. As montarias voadoras, antes só usadas nas expansões, também poderão ser usadas no velho mundo. Dungeons antigos terão novas versões, velhos inimigos estarão de volta em novas áreas, e figuras importantes do lore, como Malfurion Stormrage, serão personagens principais nesta nova fase. As mecânicas do jogo também serão modificadas, com muitos atributos sendo simplificados.

Muitos dizem que o jogo está sendo simplificado demais, mas os theorycrafters e adeptos da matemática certamente ainda terão com o que se divertir. Estas mudanças estão em linha com o que a Blizzard vem fazendo desde a primeira expansão, The Burning Crusade, quando diminuiu o número de pessoas necessárias para se fazer uma raid de 40 para 25 pessoas. Em Wrath of the Lich King, a empresa começou a oferecer diferentes versões da mesma raid para 10 ou 25 pessoas, facilitando o acesso ao conteúdo para quem não está em guildas grandes, com muita gente disponível para raids. Estas raids ainda possuem “hard modes” em determinados chefes: encontros em que, dependendo do que você fizer durante a luta, ela pode ficar muito mais complicada. No último patch lançado, que trouxe a raid Trial of the Crusader, ela pode ser feita inteiramente no hard mode se for escolhida a versão heróica da raid, disponível tanto para 10 quanto para 25 pessoas. Enfim, cada vez mais a Blizzard procura facilitar a vida dos casuais que querem ver o conteúdo do jogo, mas não tem deixado de lado os desafios para aqueles que querem uma emoção extra.

Eu jogo World of WarCraft há apenas dois anos e duas expansões. Fiquei realmente impressionada com o trabalho da Blizzard em Wrath of the Lich King, que praticamente introduziu um novo jogo. Mas depois de ler tudo o que vem por aí com a versão 4.0, sei que ainda não vimos nada. Mal posso esperar pelas novidades, até porque o velho mundo de Azeroth sempre foi mais importante para mim, que gosto do lore de WarCraft. O que sabemos da história de Cataclysm até agora está pirante: lutar ao lado de Malfurion em Mount Hyjal? Já estou lá. For the Alliance!

Kevin Pereira e Olivia Munn andavam pela floresta quando esbarraram no Power Couple dos adolescentes de hoje em dia, Edward Cullen e Bella Swann, de Crepúsculo. Pereira e Munn fazem o que todos que leram e não leram a série tem vontade de fazer.

Se você ainda não conhece o Attack of the Show, não sabe o que está perdendo. Vá agora mesmo para o site do programa e assine o feed, anda, anda.

Se você já jogou Left 4 Dead e conhece House, não tem como não achar esse poster épico:

House of the Undead

Se houvesse um apocalipse zumbi, eu ia querer o House do meu lado, com certeza.

Quem me segue no Twitter já sabe que eu devorei a série Percy Jackson & Os Olimpianos nas minhas férias. A premissa da série é ótima para fãs de mitologia grega como eu: os deuses gregos ainda estão entre nós nos dias de hoje e, como na Antiguidade, andam por aí fazendo filhos com qualquer um que respire. Percy Jackson é um desses filhos, um semideus que descobre seu destino aos 12 anos e começa a frequentar um acampamento para heróis, o Acampamento Meio-Sangue. O livro 3 da série de cinco livros será lançado aqui no Brasil no dia 1o. de outubro, sendo que ela foi encerrada em maio deste ano nos EUA. Aliás, estou devendo um review aqui no blog.

Para minha felicidade, a série vai virar filme com lançamento em fevereiro de 2010. Para minha infelicidade, o diretor é Chris Columbus, e só pelo trailer já deu para notar aquelas mudanças desnecessárias que tanto irritam os fãs quando seus livros favoritos são adaptados (custava terem escalado uma atriz loira para ser Annabeth? Ou pelo menos pintado o cabelo da escolhida?).

O trailer 2 traz mais cenas do filme, além da que mostra Percy subindo para o Olimpo (que fica no alto do Empire State) e que foi todo o primeiro trailer. Inclusive, acho que dá para ver um pequeno arranca-rabo entre Zeus (Sean Bean) e Poseidon (Kevin McKidd). Assistam o trailer, leiam o livro e entreguem para seus primos e irmãos mais novos. Qualquer livro que apresente mitologia para crianças e adolescentes ganha nota máxima para mim.

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