Quem me segue no Twitter já sabe que eu devorei a série Percy Jackson & Os Olimpianos nas minhas férias. A premissa da série é ótima para fãs de mitologia grega como eu: os deuses gregos ainda estão entre nós nos dias de hoje e, como na Antiguidade, andam por aí fazendo filhos com qualquer um que respire. Percy Jackson é um desses filhos, um semideus que descobre seu destino aos 12 anos e começa a frequentar um acampamento para heróis, o Acampamento Meio-Sangue. O livro 3 da série de cinco livros será lançado aqui no Brasil no dia 1o. de outubro, sendo que ela foi encerrada em maio deste ano nos EUA. Aliás, estou devendo um review aqui no blog.
Para minha felicidade, a série vai virar filme com lançamento em fevereiro de 2010. Para minha infelicidade, o diretor é Chris Columbus, e só pelo trailer já deu para notar aquelas mudanças desnecessárias que tanto irritam os fãs quando seus livros favoritos são adaptados (custava terem escalado uma atriz loira para ser Annabeth? Ou pelo menos pintado o cabelo da escolhida?).
O trailer 2 traz mais cenas do filme, além da que mostra Percy subindo para o Olimpo (que fica no alto do Empire State) e que foi todo o primeiro trailer. Inclusive, acho que dá para ver um pequeno arranca-rabo entre Zeus (Sean Bean) e Poseidon (Kevin McKidd). Assistam o trailer, leiam o livro e entreguem para seus primos e irmãos mais novos. Qualquer livro que apresente mitologia para crianças e adolescentes ganha nota máxima para mim.
Fã de games clássicos? Perdeu seus CDs antigos? Instalou o Vista e nada roda mais na sua máquina? Então aproveite os 5 anos da Direct2Drive e compre BioShock, Civ4 e outros por apenas US$5, aqui. Este mês, a cada semana a Direct2Drive vai oferecer gêneros diferentes. Esta é a semana da ação, mas ainda dá para comprar os jogos de estratégia de semana passada por 5 dólares. Semana que vem, MMO e RPG, woohoo.
Sério, entre essa promoção e os clássicos da LucasArts no Steam, eu vou à falência.
Dois funcionários de uma empresa de retomada de carros têm uma surpresa quando vão para o meio do nada atrás de um mau pagador:
Sério que eles tentam enfrentar os caras? O que sai da pickup é alto, forte pacas, com aquele bigode à la Paul Teutul, o “Wizard” tinha era que ter ficado na dele. E a princesa! Eu estava vendo a hora que ia rolar um momento Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu ali. Tem que ter um limite entre realidade e fantasia muito bem definido, gente. Vergonha alheia total. O mais engraçado é a reação dos caras que vão retomar o carro!
A Wired lembra: hoje faz 107 anos (não é uma data redonda, mas é um número primo) que foi lançado Viagem à Lua, de George Meliès, considerado o primeiro filme de ficção científica. Quem não conhece a imagem da Lua com um foguete no olho?
Ouch
Meliès não só fez o primeiro filme sci-fi da história, como também foi o pai do horror e da fantasia na telona: a maior parte de seus filmes foram produções destes gêneros. Antes de ser cineasta ele era mágico, e a partir de sua experiência nos palcos Meliès desenvolveu alguns dos primeiros efeitos especiais do cinema.
Para comemorar a data, resolvi listar alguns dos meus filmes de ficção científica prediletos. Tirei os óbvios (vocês não vão ver nenhum Star Wars nessa lista) e resolvi focar em alguns que não vejo há muito tempo, mas que foram responsáveis por várias viagens (imaginárias) pelo espaço.
INIMIGO MEU
Obrigada, Sessão da Tarde, por me permitir ver este filme. Clássico sci-fi dos anos 80, estrelado por Dennis Quaid e Louis Gosset Jr. (ator que também é um clássico dos anos 80), Inimigo Meu conta a história de um soldado terrestre e um guerreiro Drac que, após uma batalha no espaço, caem em um planeta desabitado e precisam aprender a conviver para sobreviver. A trilha sonora é de Maurice Jarre.
O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS
Alex Rogan é o top jogador do fliperama Starfighter, que na verdade é um teste para recrutar pilotos para uma batalha real que está acontecendo no espaço. O sonho de todo nerd vira realidade no cinema. Eu sei que sou menina, mas admito, eu queria ser esse cara.
GALAXY QUEST (ou Heróis Fora de Órbita. Argh)
Um programa de TV vira realidade quando alienígenas que interceptaram os sinais de TV terrestres baseiam sua civilização nos roteiros da série. Muito humor, piadas internas para fãs de Star Trek – que fãs de Star Wars também entendem – e um elenco afinadíssimo com Tim Allen, Sigourney Weaver e Alan Rickman. Este filme faz piada com o gênero sem deixar de prestar homenagem. Fantástico.
Never give up, never surrender!
CONTATO
Este filme já começou bem por ter sido desenvolvido por Carl Sagan. Sem conseguir que a produção fosse adiante, Sagan publicou seu tratamento como livro em 1985. Eventualmente, o filme chegou às telas com direção de Robert Zemeckis e Jodie Foster e Matthew McCounaghey no elenco. Foster é a Dr. Ellie Arroway, do SETI, que após anos ouvindo ondas sonoras do espaço finalmente identifica um sinal alienígena. Ela é escolhida para fazer o primeiro contato, no meio de muita controvérsia: a humanidade deve ou não descobrir o que está lá fora? Ciência e religião entram em conflito neste filme que não perde sua atualidade.
Eu tinha o screensaver do SETI instalado no meu computador. Aliás, acho que está na hora de instalar novamente.
SPACECAMP
Quando era criança, eu queria ser astronauta. Essa idéia perdurou até o fim do segundo grau ensino médio, quando eu quis fazer prova para o ITA e, no curso preparatório, descobri que não iria conseguir sobreviver a quantidades massivas de química, física e matemática. Um dos responsáveis pela minha escolha de carreira inicial foi este filme, estrelado por Lea Thompson, Tate Donovan, Kelly Preston e Kate Capshaw. E eu acabei de descobrir que o garotinho que fica amigo do robô, salva todo mundo no final e é fã de Star Wars (o que faz dele um dos meus heróis de infância) é Leaf Phoenix. Não associaram o nome à pessoa? Bom, hoje em dia ele atende pelo nome de Joaquin. Tô passada.
Mas enfim, neste filme, um grupo de adolescentes que está no Space Camp para o verão (outro sonho da minha infância: passar as férias lá) é “acidentalmente” lançado ao espaço durante um teste de motores do space shuttle. Eles então tem que se virar para voltarem à terra, com a ajuda do controle da missão e de uma das instrutoras do acampamento – cuja presença no ônibus espacial faz este filme ser completamente verossímil.
Como eu queria estar naquele shuttle!
Além de olhar para o passado, vale mencionar o que vem por aí também: estou no aguardo de Moon e Distrito 9, que mesmo sem ter visto já é o melhor filme do ano para mim. Este merece esperar para ver no cinema.
E você: quais seus filmes de sci-fi favoritos? E o que vocês estão esperando nos cinemas?
Com a bomba de ontem, a notícia que a Disney comprou a Mavel por US$4bi, o que não faltou foram piadas brotando o dia inteiro no Twitter. Sue Richards, Jean Grey e Mary Jane agora são Princesas; o Homem-Aranha vai prender os Irmãos Metralha, e por aí vai.
Mas é claro que são só piadas. Vejo a relação entre Disney e Marvel se desenrolando como o que acontece entre Time Warner e DC Comics: uma não interfere muito no trabalho da outra e todo mundo toca sua vida. O mais importante para a Warner é ter os personagens mais icônicos dos quadrinhos dentro do seu catálogo, e assim poder lançar filmes, séries e zilhões de produtos. A maneira como a DC desenvolve as histórias no dia a dia não tem muita importância no todo, até porque os quadrinhos não tem o impacto da divisão de filmes e TV (com essas sim o buraco é mais embaixo: a divisão de TV vive sendo embarreirada de mostrar histórias que eles querem desenvolver no cinema).
A Disney, agora, fica na mesma posição da Warner. Adquiriu um catálogo de 5 mil personagens, vários roteiros para o cinema que já estavam em desenvolvimento, algumas franquias de sucesso na telona como Homem de Ferro e X-Men (se bem que, depois de X-Men III e o Wolverine, sei não) e o know-how da Casa das Idéias sobre produção e distribuição de quadrinhos, uma vez que a produção de quadrinhos Disney é terceirizada. Pensem só no número de atrações que podem surgir nos parques Disney agora. Enfim, acho que a Disney entrou nessa com um olhar muito maior do que se preocupar com os quadrinhos e querer fazer crossovers.
Avante, Vingadores!
Isto também pode representar uma tentativa da Disney de tornar sua marca não só sobre Princesas e Patos, deixá-la mais cool (sem pedras, eu adoro os Patos. E não tenho nada contra as Princesas, se meu afilhado fosse menina, teria todas). Não adianta você distribuir Lost por aí se ninguém associa a série à sua marca. Com personagens de quadrinhos indo para o cinema com o castelo da Cinderela no começo do filme, fica bem mais fácil identificar uma coisa com a outra. Mas aí, só o tempo dirá se essa é mesmo a estratégia.
Priscila Queiroz é nerd e carioca, mas está morando em São Paulo. Algumas tags para entendê-la: internet, tv, cinema, quadrinhos, games, livros, entretenimento, tecnologia, sci-fi, fantasia.