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O Novo Astro

Faz tempo que não fico com vontade de ver novelas, mas confesso que me empolguei quando vi a chamada para O Astro. Não sei se foi porque gostei do personagem do Francisco Cuoco, ou porque Rodrigo Lombardi é gato. Fato é que na estréia eu estava lá sentadinha, esperando começar. Não me lembro quando foi a última vez que isso aconteceu com uma novela da Globo.

Mas aí o capítulo acabou e eu lembrei porque novelas já não me empolgam mais. Primeiro, o roteiro ficou corrido. Alguns personagens com histórias aparentemente importantes apareceram, e a gente não sabe nem o nome. Quem é a Fernanda Guimarães na noite? E o barbudo que conversa com ela e com a Amanda Carolina Rycah Ferraz na festa dos Hayala? Quais os nomes dos outros dois irmãos do Salomão que não são o Marco Ricca?

Acho que a maior vítima da correria foi Márcio Hayalla (Thiago Fragoso). Não vi a primeira versão da novela, mas a cena em que ele tira a roupa está no YouTube:

Nesta nova versão, estou achando Márcio um garoto mimado, em quem eu tenho vontade de dar uns tapas (aliás, obrigada ao Salomão Hayala por canalizar esta minha vontade no 2o. capítulo). Quando ele tira a roupa, parece birra. Como disse Regina Duarte, ele só não pensa em dinheiro porque tem. Infelizmente para os roteiristas, acho que a intenção era que nós simpatizássemos com o Márcio. Só que até agora não rolou um motivo para isso. Salomão Hayala – um dos personagens principais – foi tão pouco explorado que eu não sei se ele é realmente um monstro. E o casal principal? Paixão instantânea. Foi como se estivessem empurrando Herculano e Amanda goela abaixo.

Mas a vergonha alheia maior é Regina Duarte como Clô. Na festa, fazendo a sensual e bêbada, eu mal consegui olhar. Tirando Regina, o resto do elenco não compromete. Meu destaque é para o Francisco Cuoco, porque, bem, é o Francisco Cuoco. Ele parece estar se divertindo com Ferragus.

Agora que já vi o segundo e o terceiro capítulos, percebo que a correria não foi exclusividade do primeiro, e parece que vai ser assim até o final. A edição está estranha, a narrativa não parece fluir. Não dá tempo de se apegar aos personagens. Só ao Herculano. Porque, né, Rodrigo Lombardi. E mágicas!

Enfim, O Astro só está me prendendo pela curiosidade, e porque o protagonista é interessante. Mas se eu só sei que a Jose é irmã da Amanda porque li a página da novela na Wikipedia, algo está errado.

Lindelof e Cuse no Top Ten do Letterman

Esta semana, Damon Lindelof e Carlton Cuse foram ao Late Show with David Letterman para apresentar os Top Ten Spoilers para o final de Lost (que não são spoilers de verdade, claro). O #5 é o melhor de todos.

Lost, Across the Sea

Muito já foi dito, debatido e discutido sobre Across the Sea. Rolaram até algumas discussões acaloradas. Eu resolvi meter minha mão nesta cumbuca, correndo o risco de me dizerem que eu “não entendi”, porque eu não consigo ficar quieta vendo as manifestações do que eu acho que são dois extremos, muito como Jacob e o Men in Black: aqueles que gostam de Lost e ponto, não questionam nada, e aqueles que questionam tudo e não param para pensar no que viram.

Meu problema com a sexta temporada de Lost não é a história. O misticismo, a magia, a mitologia da ilha não me incomodam em nada, porque desde sempre Lost para mim foi sobre o embate entre ciência e fé, um assunto que me interessa. Não tem como ficar surpreso ao ver magia em Across the Sea, ela está com a gente desde o primeiro episódio.

O que está me incomodando nesta temporada são algumas escolhas de roteiro que me “tiram” da história. Isso estava relativamente ok no início, quando Lindelof e Cuse ainda estavam armando o cenário. Mas agora, aos 45 do segundo tempo, é difícil de aceitar.

Exemplo: toda a sequência do roubo do Submarino em The Candidate. Qual foi a da bomba? Se eu não entendi, alguém me explique, por favor, mas vejam o que eu peguei do plano do Flocke:

- Se a Kate não levasse um tiro, eles não encontrariam a bomba tão cedo;

- Se eles não encontrassem a bomba, ela não explodiria, eles iriam embora e o Flocke ficaria na ilha;

- Se eles encontrassem a bomba e acreditassem no Jack, ela não explodiria, eles iriam embora e o Flocke ficaria na ilha;

- Se eles encontrassem a bomba 1min30s depois, ela não explodiria, eles iriam embora e o Flocke ficaria na ilha.

Só aí, acho que já é muito “se” para um plano, não? A menos que, como eu li em uma crítica, o Flocke soubesse que tudo aconteceria exatamente da maneira que aconteceu. Afinal, como soubemos no último episódio, ele é especial.

Em Across the Sea eu tive o mesmo problema. Pensando na história, estava tudo ali: a fé e o questionamento, as consequências da fé cega, o início do jogo entre Jacob e seu irmão, o motivo pelo qual estamos assistindo esta série há seis anos. O episódio teve até direta dos produtores: “Every question I answer will simply lead to another question. You should rest. Just be grateful you’re alive.”

Mas aí, no meio do caminho, tem as cenas que me tiram do momento. Como quando a Mother vai confrontar o MiB na câmara da roda, e ele dá esta explicação para o que está fazendo: “It’s a wheel…We’re going to make an opening…one much bigger than this one; and, then I’m going to attach that wheel to a system we’re building. A system that channels the water and the light. And then I’m gonna turn it. And when I do…I’ll finally be able to leave this place”WHAT?

Água? Roda? Luz? WTF? Eu já vi aquela roda funcionando, alguém me explica como eles fizeram aquilo com água, uma roda e um “sistema”? Eu sei que vai ter gente falando que isso é só um detalhe, que não importa no todo. Mas são justamente estes detalhes que, quando eu vejo, me tiram completamente do esquema. Outra: a cena em que o MiB acorda e encontra sua escavação soterrada e sua aldeia dizimada. A Mother fez tudo aquilo sozinha? Ela era um monstro de fumaça? Não parece, já que ela não estava morta. Isto importa no final? Provavelmente não, mas se eu estou assistindo o episódio e me pergunto um “como” para um detalhe banal como este, isto me incomoda. Me tira do clima.

O final do episódio, então, foi a coisa mais esdrúxula que já vi nesta série, e é de Lost que estamos falando aqui. Depois de seis anos nos tratando como espectadores inteligentes, explicando tramas de maneira orgânica, nos dando aqueles ótimos momentos de “ah! então é isso!”, Lindelof e Cuse – logo eles! -  resolveram que somos todos estúpidos e colocaram aquele inacreditável flashback para a 1a. temporada para explicar Adão e Eva. Não lembro disso ter acontecido em nenhum outro momento na série. Por que agora? Por que este mistério especificamente? E por que em um momento em que tudo era tão óbvio? Qual fã de longa data de Lost não sacou exatamente o que iria acontecer antes mesmo de Jacob guardar as pedras? Enfim, balde de água fria.

Across the Sea confirmou, para mim, a idéia de que a ilha é como o Jardim do Éden. Um lugar divino que guarda os segredos da criação e, especialmente, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Aquela que era proibida para o homem, mas da qual ele come o fruto de qualquer maneira, desafiando e questionando a autoridade de Deus em troca de ser igual a ele. Seu destino, a expulsão do Éden, pode ser considerado pior que a morte. O conhecimento é algo ruim para o homem, mas quanto mais ele tem, mais ele quer. O questionamento e a ganância levam à expulsão do paraíso, mas a fé cega também tem consequências ruins. A Dharma Initiative foi para a ilha em busca de conhecimento e foi massacrada; John Locke nunca perdeu sua fé na ilha e foi assassinado. Onde está o balanço?

Na construção do mito, das metáforas, Damon Lindelof e Carlton Cuse são perfeitos. O subtexto em Lost é tão complexo que eu admito que não consigo acompanhar, já que escolhi não mergulhar de cabeça e manter a série como uma experiência de 42 minutos semanais. Talvez por isso não esteja tão empolgada quanto muitos que eu conheço que estudaram a série e seus temas a fundo nestes seis anos, ou não consiga sublimar coisas como a explicação da roda. Estou zen com esse final, acho que a série continua a mesma de sempre, mas essas escolhas, momentos em que você lembra que apesar de toda a subjetividade, Lost também tem um lado objetivo que às vezes é deixado de lado (olha o embate aí de novo), me deixam desapontada e certa de que terei uma decepção no final.

George Lucas manda carta para produtores de Lost

Carlton Cuse e Damon LindelofQuem diria, George Lucas assiste Lost. No evento “Lost Live: The Final Celebration” esta semana, uma das muitas comemorações pelo final da série, um executivo da ABC leu uma carta de Lucas para os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof. O que Lucas disse:

Parabéns por conseguirem fazer uma série maravilhosa. Não contem para ninguém… mas quando Star Wars estreou, eu também não sabia para onde tudo iria. O truque é fingir que você planejou tudo antes. Misture alguns problemas paternos e referências a outras histórias – vamos chamá-las de homenagens – e você tem uma série.

Em seis temporadas, vocês conseguiram percorrer tempo e espaço, e não acho que estou sozinho quando digo que eu nunca vi o que estava dobrando a esquina. Agora que tudo está terminando, é impressionante ver o quanto estava planejado desde o início e o quão perfeitamente vocês amarraram tudo. Vocês criaram algo realmente especial. Estou triste porque a série está terminando, mas espero ansiosamente o que vocês farão depois.

Depois disso, Lindelof teria dito: “eu gostaria de me desculpar com o Sr. George Lucas por tudo o que eu disse sobre as prequels…”

Lost está acabando e o episódio desta semana vai me fazer quebrar meu auto-imposto silêncio. Eu só iria escrever sobre a série depois do finale, mas preciso falar sobre Across the Sea. Em breve, em um post perto de você.

Dr. Horrible em 8 bits

Parece que a tendência do visual 8 bits chegou mesmo para ficar. Agora é a vez do vilão mais afinado da internet ganhar uma versão com jeito de videogame dos anos 80. Doctor Octoroc, um fã de Dr. Horrible’s Sing-a-Long Blog, resolveu fazer uma homenagem ao trabalho de Joss Whedon e criou a versão adventure game da história do Doutor (Neil Patrick Harris) e sua luta para entrar para a Evil League of Evil, enquanto tenta conquistar sua amada Penny (Felicia Day, fofa) e derrotar seu arqui-inimigo e suposto herói da história, Captain Hammer (o sempre maravilhoso Nathan Fillion) . É fantástico, tanto o original quanto a versão 8 bits.

Doctor Octoroc acabou de finalizar o Ato 2 do musical, e vocês podem ver as duas partes aqui. Corram!

Os melhores casais da cultura pop

A Entertainment Weekly fez uma galeria de imagens com os melhores casais do cinema, TV e literatura. De Superman e Lois Lane até Carrie e Mr. Big, passando por Han e Leia, a revista escolheu 26 casais que são ícones da cultura pop. Vejam aqui.

Ainda no clima de romance, a colunista Kristin dos Santos, do E!, fez um concurso em sua coluna para eleger o Top Casal
da TV. Muitos favoritos ficaram pelo caminho, como Mulder e Scully (derrotados pelos meus favoritos Luke e Lorelai, ha!), Jim e Pam e House e Cuddy. A final foi entre Ross e Rachel e Chuck e Sarah, de Chuck, e quem ganhou foi o casal de espiões. Não gostei do resultado, apesar de adorar Chuck e Sarah. Quem tinha que ter levado eram Ross e Rachel. Fala sério, eles são um dos casais mais importantes da TV. “We were on a break”, alguém?

Vejam que eu nem estou sendo vingativa, porque Luke e Lorelai perderam para Ross e Rachel. Eu admito, não tem como competir com as duas lagostas em importância. Eles terem derrotado Mulder e Scully já valeu.

E sim, este foi um momento fangirl aqui no Volume Único.

Carrie Fisher de volta às telas

Telas de TV, mas tudo bem, já abandonei minhas fantasias a respeito de uma sequel de Star Wars com ela, Mark Hamill e Harrison Ford há algum tempo. O que importa agora é que Carrie Fisher, sempre a Princesa Leia, foi escalada para um piloto de série da ABC chamado Wright vs. Wrong, como informou o Michael Ausiello da EW. Ela será a gerente de uma especialista em política vivida por Debra Messing, de Will & Grace.

Já estou na torcida para que esse piloto vingue! Carrie tem um senso de humor ácido e um estilo “falo o que quero e não estou nem aí” que me diverte muito. Se ela levar isso para o personagem, prevejo as gargalhadas. Se ela tiver alguma influência sobre o script, melhor ainda.

Para os fãs e curiosos que quiserem saber mais sobre a vida dela, sua luta contra as drogas e o transtorno bipolar, seu relacionamento com a mãe Debbie Reynolds e com a filha, recomendo Wishful Drinking, seu último livro e autobiografia. É cheio do sarcasmo e acidez característicos de Carrie Fisher, tocante em alguns momentos, muito engraçado em outros. Vale a pena só pela capa, eu diria.

Ah, e para quem está pensando em ir para a Star Wars Celebration V comemorar os 30 anos de O Império Contra-Ataca, a Reed (empresa organizadora do evento) divulgou esta semana que ela vai estar lá, a princípio somente dando autógrafos. Eu fui na Celebration IV e além dos autógrafos ela fez dois shows de uma hora. Se você vai à conferência, cruze os dedos para conseguirem isso de novo, porque eu passei mal de rir na platéia.

Nova promo de Glee, cenas do especial Madonna!

Tem promo nova para os próximos episódios de Glee no YouTube! A série volta no dia 13 de abril, e já sabemos que um dos novos episódios será um especial só com músicas da Musa Diva Superior de todos nós, Madonna. Na promo tem Mr. Schu e Emma curtindo um clima, Sue Sylvester ótima em toda a sua maldade como sempre e meu favorito, Kurt. Para me arrepiar, a música escolhida é Like a Prayer, que é só a minha favorita da Musa. Vou surtar nesse episódio, certeza. Dá uma olhada aí embaixo!

E como a Fox não é boba nem nada, o CD com as músicas do episódio especial já está em pré-venda lá fora. Se os outros dois CDs da série são campeões de venda, esse deve bombar mais ainda.

Parenthood: o “Brothers & Sisters” da NBC

Acabei de ver mais um episódio de Parenthood, que estreou há três semanas na NBC. Estou gostando. Dei uma chance e os personagens estão começando a ficar interessantes. Pena que a audiência está caindo, torço para a NBC ter paciência e deixar a série se encontrar. Especialmente porque é a volta da minha querida Lauren Graham à TV, e eu quero aproveitar mais um pouco.

Meu review está no OutraCoisa. Vão lá ver!

CQC e a TV roubada em Barueri

Se você não viu o CQC ontem, perdeu uma das melhores reportagens que já vi na vida. Depois de todo o bafafá em torno da censura prévia, obra de uma juíza e do prefeito de Barueri, a Bandeirantes conseguiu exibir a matéria que mostra Rafinha Bastos e Danilo Gentili dando um olé na Prefeitura, deixando bem claro para todo mundo como é fácil desviar bens públicos. No caso, uma TV doada pelo próprio CQC para uma escola foi roubada por funcionários. Que não contavam com o GPS instalado nela.

A matéria já está toda no YouTube, em 5 partes. Dá uma olhada: