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Feliz Dia da Toalha!

O dia de hoje é de tripla comemoração. Originalmente o Dia da Toalha, agora também é Dia do Orgulho Nerd. E, claro, marca o aniversário de Star Wars, a estréia no dia 25 de maio de 1977.

Hoje também é dia de final de Lost no AXN, começando às 20h, aliás.

Para comemorar este dia tão cheio de significados, dois vídeos que eu adoro. O primeiro, ainda no clima do tributo a John Williams que rolou sábado no Rio de Janeiro, é o medley feito pelo grupo de comédia Moosebutter que ganhou versão por Corey Vidal. Impossível ouvir estes temas agora e não lembrar dessa letra.

O segundo foi gravado por um amigo meu, em Los Angeles. É o próprio John Williams conduzindo uma orquestra tocando o tema de Star Wars, mas é a platéia que dá o show.

Se ser nerd quer dizer se emocionar com coisas como essas, com cinema, com Star Wars, com Lost e afins, então digo que é muito bom ser nerd.

Dia do Orgulho Nerd – Impressões Depois do Fato

rebelallianceOntem foi Dia da Toalha, e também Dia do Orgulho Nerd. Não consegui postar a respeito ontem aqui no blog porque, ao contrário do que muita gente esperaria, saí depois do trabalho com o pessoal para beber e bater papo, e foram hoooras com cerveja na mesa. Mas acompanhei durante o dia todas as manifestações de nerdice explícita no Twitter, aonde eu também postei, confessei, comemorei e senti todo o peso desse rótulo que a sociedade impôs àqueles que se atreviam a não ser cool, e que hoje em dia é encarado como um distintivo de honra.

Eu não tenho vergonha de ser nerd, geek, seja lá qual for o rótulo. Exatamente porque hoje ele não “define” mais quem não pega sol, não tem namorado(a), não tem vida. Para a maioria dos que estavam comemorando ontem, ser nerd não é só falar élfico ou Klingon, ou ler revistas em quadrinhos, ou gostar de RPG; também é isso, mas é, principalmente, valorizar a cultura e a educação acima de tudo. Isso em um país em que cultura e educação estão sempre em último lugar na lista de prioridades, a menos que o que você considera como cultura seja só futebol, novela e Big Brother.

Convivo com muitos nerds no meu dia-a-dia e temos vidas que vão bem, obrigada. E daí que eu quase não vou à praia? Eu poderia ir se quisesse, não sigo o parâmetro de que “nerd não vai à praia”, só não é uma prioridade, e nem me sinto mal por isso. E não conheço ninguém que deixa de ir à praia porque “sou nerd”, mas conheço gente que não vai porque “não gosto”. E daí, como isso transforma essa pessoa em alguém pior? Simples: não transforma. Prefiro sair com eles a ir à praia sozinha (e agora tá mais difícil ainda por questões geográficas).

A comemoração do Orgulho Nerd é mais uma oportunidade de celebrar que o estereótipo está caindo (ainda não caiu totalmente, o teste do Fantástico está aí que não me deixa mentir – segundo ele, não sou nada nerd). Não comemoramos o estereótipo, e sim o fato de que aquilo que para nós sempre foi importante hoje movimenta a sociedade, seja a tecnologia, sejam os best-sellers, sejam as enormes bilheterias de “filmes nerds”. Comemoramos o fato de que os nerds normais hoje são maioria, e os “Lambda Lambda Lambda” são espécie em extinção. Principalmente, comemoramos o fato de que podemos ser quem quisermos, sem vergonha, sem estereótipos. Com um rótulo, ainda, mas que não define sua personalidade, talvez apenas indique alguns assuntos pelos quais você se interessa.

Acho ótimo que a mídia aqui no Brasil, e a mídia de massa no exterior,  tenha finalmente descoberto um movimento que já acontece há anos (sei que li uma matéria com o título Geek Chic há pelo menos 5 anos na Variety). Mas não consigo evitar a percepção de que esta mídia ainda olha para nós como entretenimento. Fico com a sensação de animal em exibição no zoológico, com pessoas que não entendem realmente o que move esta “tribo” fazendo matérias superficiais e que não fazem jus a tudo o que acontece neste que é nosso maior espaço de movimentação, a internet. E por mais que eu diga que tenho orgulho de ser nerd, me incomoda quando vejo este rótulo sendo aplicado a torto e a direito por pessoas que não entendem, por pessoas que acham que entendem e por pessoas que, como diz o Geek Manifest, acham que são gamers só porque têm um Wii. E às vezes são os próprios nerds que acabam manchando o nome da “classe”.

Eu tenho um problema com modinhas, e como a mídia fabrica essas modinhas para depois acabar com elas sem piedade quando aparece a “next cool thing”. Mas vou ficar feliz se conseguirmos transformar toda essa onda em torno dos nerds em algo produtivo, em mais valorização da educação e mais liberdade para as crianças poderem jogar RPG no recreio sem medo de serem felizes.