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RIP GeoCities

O GeoCities fecha hoje. Eu sou uma pessoa meio nostálgica, e em datas como esta sempre rolam os momentos “lembra quando…”. Mais especificamente, estou lembrando como era acessar a internet em 1996, quando comecei a navegar no meu Aptiva 486 DX4-100, que tinha de HD menos do que eu tenho de memória RAM hoje.
Antes da internet, enquanto minha mãe relutava para liberar o acesso à (e a conta do telefone, como fica?), eu usava o HyperTerminal do Windows para conversar com meus amigos da escola. Nem lembro dos comandos hoje, só que envolviam vários “a”s. Mas quando fiz aquele primeiro contrato com o Openlink, a vida mudou. Com a potência do meu modem de 14.4Kbps, eu podia navegar pelo mundo todo! Páginas de fãs de Lois & Clark, letras de músicas, páginas e páginas sobre Star Wars. Eu tinha uma mega coleção de arquivos de áudio e imagens dos filmes, que eu perdi em algum HD formatado ou CD perdido. Aliás, CD nada, nessa época ainda era disquete de 3 1/2″. Além disso, ainda tinha os fanlistings, muita gente colocava em uma página do GeoCities (porque a chance de ser outro serviço nessa época era pequena) seus números de ICQ para conhecer outros fãs. Conheci muita gente de fora e alguns brasileiros fãs de Star Wars dessa maneira.
Meu primeiro contato com pessoas em tempo real na internet não foi pelo chat do UOL, eu odiava aquilo. Achava aquele chat pela web ruim, demorava para carregar. Então, entrei no IRC. Dependendo do canal, era tudo muito engraçado. Mas eu também não queria conversar com o pessoal daqui, porque com brasileiro eu falava todo dia, oras. Vou entrar nas redes de IRC americanas: Undernet, Dalnet, Efnet. Conheci um menino inglês que chegou a me ligar algumas vezes, mas a gente sempre se desencontrava e eu nunca consegui atendê-lo. Aos poucos, o mundo ia se abrindo.
O grande salto veio com as listas de discussão. Aí eu mergulhei de vez. A primeira lista brasileira que entrei foi da Virtualand, de Star Wars também. Entendam, já era 1999 e além de ter pirado em ver as Edições Especiais no cinema, essa era a época da espera por Episódio 1 (ah, se eu soubesse naquela época o que sei hoje). Foi então que além de usar a internet para ir para os confins do mundo, comecei a conhecer, através dela, gente muito boa daqui também. E o resto é história.
Audiofind, Napster, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus, Soulseek. mIRC, SWScript, ICQ, MSN, Gtalk. Eudora, Outlook Express, Gmail. Jedi Knight, WarCraft III, World of Warcraft. QUem está nessa desde o início já passou por muita coisa. E eu lembro como era antes. Por isso, no que muitos podem chamar de atitude elitista ou geek ao extremo, fico um pouco espantada com quem acha que a internet se resume a orkut + MSN. IMs e redes sociais têm seu papel importantíssimo, mas limitar sua experiência na rede a isso é perder a chance de expandir horizontes para além do seu quarto. Estamos na era da comunidade por interesses tendo um papel tão importante quanto a comunidade geográfica. Eu não consigo me imaginar de fora disso, e não consigo entender pessoas que não dão valor ao que a internet representa, não enxergam o tamanho e a quantidade de possibilidades.
Enfim, para deixar a nostalgia no ar, dois links. O primeiro é o xkcd, que preparou uma homenagem ao GeoCities. E o segundo é uma coleção de gifs de páginas em construção. Ah, meus tempos.

O GeoCities fecha hoje. Eu sou uma pessoa meio nostálgica, e em datas como esta sempre rolam os momentos “lembra quando…”. Mais especificamente, estou lembrando como era acessar a internet em 1996, quando comecei a navegar no meu Aptiva 486 DX4-100, que tinha de HD menos do que eu tenho de memória RAM hoje.

Antes da internet, enquanto minha mãe relutava para liberar o acesso à (e a conta do telefone, como fica?), eu usava o HyperTerminal do Windows para conversar com meus amigos da escola. Nem lembro dos comandos hoje, só que envolviam vários “a”s. Mas quando fiz aquele primeiro contrato com o Openlink, a vida mudou. Com a potência do meu modem de 14.4Kbps, eu podia navegar pelo mundo todo! Páginas de fãs de Lois & Clark, letras de músicas, páginas e páginas sobre Star Wars. Eu tinha uma mega coleção de arquivos de áudio e imagens dos filmes, que eu perdi em algum HD formatado ou CD perdido. Aliás, CD nada, nessa época ainda era disquete de 3 1/2″. Além disso, ainda tinha os fanlistings, muita gente colocava em uma página do GeoCities (porque a chance de ser outro serviço nessa época era pequena) seus números de ICQ para conhecer outros fãs. Conheci muita gente de fora e alguns brasileiros fãs de Star Wars dessa maneira.

Meu primeiro contato com pessoas em tempo real na internet não foi pelo chat do UOL, eu odiava aquilo. Achava aquele chat pela web ruim, demorava para carregar. Então, entrei no IRC. Dependendo do canal, era tudo muito engraçado. Mas eu também não queria conversar com o pessoal daqui, porque com brasileiro eu falava todo dia, oras. Vou entrar nas redes de IRC americanas: Undernet, Dalnet, Efnet. Conheci um menino inglês que chegou a me ligar algumas vezes, mas a gente sempre se desencontrava e eu nunca consegui atendê-lo. Aos poucos, o mundo ia se abrindo.

O grande salto veio com as listas de discussão. Aí eu mergulhei de vez. A primeira lista brasileira que entrei foi da Virtualand, de Star Wars também. Entendam, já era 1999 e além de ter pirado em ver as Edições Especiais no cinema, essa era a época da espera por Episódio 1 (ah, se eu soubesse naquela época o que sei hoje). Foi então que além de usar a internet para ir para os confins do mundo, comecei a conhecer, através dela, gente muito boa daqui também. E o resto é história.

Audiofind, Napster, Audiogalaxy, Kazaa, Morpheus, Soulseek. mIRC, SWScript, ICQ, MSN, Gtalk. Eudora, Outlook Express, Gmail. Jedi Knight, WarCraft III, World of Warcraft. Quem está nessa desde o início já passou por muita coisa. E eu lembro como era antes. Por isso, no que muitos podem chamar de atitude elitista ou geek ao extremo, fico um pouco espantada com quem acha que a internet se resume a orkut + MSN. IMs e redes sociais têm seu papel importantíssimo, mas limitar sua experiência na rede a isso é perder a chance de expandir horizontes para além do seu quarto. Hoje as comunidade por interesses tem um papel tão importante quanto a comunidade geográfica. Eu não consigo me imaginar de fora disso, e não consigo entender pessoas que não dão valor ao que a internet representa, não enxergam o tamanho e a quantidade de possibilidades.

Enfim, para deixar a nostalgia no ar, dois links. O primeiro é o xkcd, que preparou uma homenagem ao GeoCities. E o segundo é uma coleção de gifs de páginas em construção. Ah, meus tempos.