Superpato nos Vingadores?
Com a bomba de ontem, a notícia que a Disney comprou a Mavel por US$4bi, o que não faltou foram piadas brotando o dia inteiro no Twitter. Sue Richards, Jean Grey e Mary Jane agora são Princesas; o Homem-Aranha vai prender os Irmãos Metralha, e por aí vai.
Mas é claro que são só piadas. Vejo a relação entre Disney e Marvel se desenrolando como o que acontece entre Time Warner e DC Comics: uma não interfere muito no trabalho da outra e todo mundo toca sua vida. O mais importante para a Warner é ter os personagens mais icônicos dos quadrinhos dentro do seu catálogo, e assim poder lançar filmes, séries e zilhões de produtos. A maneira como a DC desenvolve as histórias no dia a dia não tem muita importância no todo, até porque os quadrinhos não tem o impacto da divisão de filmes e TV (com essas sim o buraco é mais embaixo: a divisão de TV vive sendo embarreirada de mostrar histórias que eles querem desenvolver no cinema).
A Disney, agora, fica na mesma posição da Warner. Adquiriu um catálogo de 5 mil personagens, vários roteiros para o cinema que já estavam em desenvolvimento, algumas franquias de sucesso na telona como Homem de Ferro e X-Men (se bem que, depois de X-Men III e o Wolverine, sei não) e o know-how da Casa das Idéias sobre produção e distribuição de quadrinhos, uma vez que a produção de quadrinhos Disney é terceirizada. Pensem só no número de atrações que podem surgir nos parques Disney agora. Enfim, acho que a Disney entrou nessa com um olhar muito maior do que se preocupar com os quadrinhos e querer fazer crossovers.
Avante, Vingadores!
Isto também pode representar uma tentativa da Disney de tornar sua marca não só sobre Princesas e Patos, deixá-la mais cool (sem pedras, eu adoro os Patos. E não tenho nada contra as Princesas, se meu afilhado fosse menina, teria todas). Não adianta você distribuir Lost por aí se ninguém associa a série à sua marca. Com personagens de quadrinhos indo para o cinema com o castelo da Cinderela no começo do filme, fica bem mais fácil identificar uma coisa com a outra. Mas aí, só o tempo dirá se essa é mesmo a estratégia.