Resgatando o Rio

Li este artigo da Exame hoje. Profissionais de Marketing dizem: o Rio é a cidade da vez. Está renascendo, recuperando sua imagem, atraindo os olhares do mundo todo. Nesta caminhada pra voltar a ocupar a posição que nunca deveria ter perdido, o Rio, infelizmente, terá que enfrentar seu maior inimigo: o carioca.

Cada pessoa que eu encontro aqui e que fica sabendo que sou brasileira abre um sorrisão para mim e diz, “Ah, Rio!” Todo mundo que eu conheci aqui e que já foi para o Rio só teve coisas boas para falar da cidade, era só sorriso no rosto e expressões maravilhadas. Sem exceção. Mas se você conversa com cariocas, muitas vezes ouve preconceito, desesperança ou “quero me mudar para Paris.”

Como você não se mudou ainda, meu caro carioca, assumo que não pode. Então, que tal afastar essa nuvem negra em cima da sua cabeça, e pensar no que você pode fazer pela cidade? Por que não encontrar uma iniciativa que você possa apoiar, que esteja fazendo algo em que você acredite?

E ainda temos que lidar com o carioca malandro, o carioca que se acha mais esperto que todo mundo. Estes são um saco. É o taxista que te cobra 35 reais por uma corrida da rodoviária para a Praça da Bandeira, é o dono de restaurante que tem cardápios diferentes para locais e turistas. Eles estão em toda parte, contribuindo para a má-fama da cidade. Um cara desses faz algo errado e todos os outros cariocas de bem pagam o pato.

Não sei se é porque estou fora há muito tempo, sem viver o dia-a-dia da cidade. Ou porque, nestes 3 meses em São Francisco, vendo as notícias locais, vi que a grama do vizinho não é tão verde quanto a gente achava – aqui não é Shangri-la, como muitos pensam. O fato é que eu fico empolgada ao ler estas notícias sobre o Rio, estou feliz com a atenção (e os investimentos) que a cidade vem recebendo. Me pego querendo voltar, querendo participar disso. E fico pasma ao constatar que tantos cariocas são resistentes e continuam com seus preconceitos, prejudicando o Rio.

Eu sei, eu sei. Não são todos os cariocas. Ainda bem!

O Novo Astro

Faz tempo que não fico com vontade de ver novelas, mas confesso que me empolguei quando vi a chamada para O Astro. Não sei se foi porque gostei do personagem do Francisco Cuoco, ou porque Rodrigo Lombardi é gato. Fato é que na estréia eu estava lá sentadinha, esperando começar. Não me lembro quando foi a última vez que isso aconteceu com uma novela da Globo.

Mas aí o capítulo acabou e eu lembrei porque novelas já não me empolgam mais. Primeiro, o roteiro ficou corrido. Alguns personagens com histórias aparentemente importantes apareceram, e a gente não sabe nem o nome. Quem é a Fernanda Guimarães na noite? E o barbudo que conversa com ela e com a Amanda Carolina Rycah Ferraz na festa dos Hayala? Quais os nomes dos outros dois irmãos do Salomão que não são o Marco Ricca?

Acho que a maior vítima da correria foi Márcio Hayalla (Thiago Fragoso). Não vi a primeira versão da novela, mas a cena em que ele tira a roupa está no YouTube:

Nesta nova versão, estou achando Márcio um garoto mimado, em quem eu tenho vontade de dar uns tapas (aliás, obrigada ao Salomão Hayala por canalizar esta minha vontade no 2o. capítulo). Quando ele tira a roupa, parece birra. Como disse Regina Duarte, ele só não pensa em dinheiro porque tem. Infelizmente para os roteiristas, acho que a intenção era que nós simpatizássemos com o Márcio. Só que até agora não rolou um motivo para isso. Salomão Hayala – um dos personagens principais – foi tão pouco explorado que eu não sei se ele é realmente um monstro. E o casal principal? Paixão instantânea. Foi como se estivessem empurrando Herculano e Amanda goela abaixo.

Mas a vergonha alheia maior é Regina Duarte como Clô. Na festa, fazendo a sensual e bêbada, eu mal consegui olhar. Tirando Regina, o resto do elenco não compromete. Meu destaque é para o Francisco Cuoco, porque, bem, é o Francisco Cuoco. Ele parece estar se divertindo com Ferragus.

Agora que já vi o segundo e o terceiro capítulos, percebo que a correria não foi exclusividade do primeiro, e parece que vai ser assim até o final. A edição está estranha, a narrativa não parece fluir. Não dá tempo de se apegar aos personagens. Só ao Herculano. Porque, né, Rodrigo Lombardi. E mágicas!

Enfim, O Astro só está me prendendo pela curiosidade, e porque o protagonista é interessante. Mas se eu só sei que a Jose é irmã da Amanda porque li a página da novela na Wikipedia, algo está errado.